Realizada semana passada, a iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Caruaru chegava a 12ª edição com volume de venda superior em 20% a agosto de 2010. “O evento cresce a cada edição, e são duas por ano, sendo de grande importância para o Pólo Confeccionista do Agreste”, diz João Bezerra da Silva Filho, presidente da Acic, dando conta que o Sul e Sudeste, regiões concorrentes, encabeçavam a lista dos 500 compradores de todo o país.
O Pólo Confeccionista do Agreste, com doze cidades, tem mais de 15 mil empresas, sendo que pesquisa do Sebrae realizada em 2003 indicava ser 70% delas informais. “Essa realidade mudou com a Rodada de Negócios, criada há seis anos, e graças ao Sebrae e ao associativismo entre os municípios produtores”, diz João Bezerra. Caruaru, terra que deu o barro ao mestre Vitalino, também dá linha e agulha aos artesãos da costura.
A profissionalização do setor, que passou a empregar mão de obra não só nas fábricas mas também pelo sistema de facção domiciliar, alterou até a paisagem rural: as motos substituíram os jegues na porta das casas e nos telhados se avistam antenas parabólicas.
Segundo o Sebrae, o Arranjo Produtivo Local de Confecções, do qual Caruaru faz parte, é um dos maiores do país, com estimativa de movimentar dois bilhões/ano e responde por 18% do jeans produzido no Brasil. E o Pólo do Agreste, além da Rodada de Negócios com 120 expositores, vai contar com outro aliado – o fio de poliéster que a refinaria de petróleo de Suape, na região metropolitana de Recife, produzirá para a indústria têxtil a partir do segundo semestre de 2012.
Por Adélia Lopes

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