Por Adélia Lopes
Quando os 300 construtores concluíram as muralhas de Nova Jerusalém haviam aprendido a técnica da cantaria. Mas estavam desempregados. Plínio Machado, o visionário gaúcho que ergueu no agreste pernambucano o maior teatro ao ar livre do mundo, recorreu ao governo de Pernambuco, com um projeto: contratar aquela mão de obra especializada para esculpir no granito esculturas gigantes.
Foram esculpidas no granito 38 peças com três metros de altura e 15 toneladas cada uma. E para elas foi criado, em 29 de março de 1985, o Parque Nilo Coelho de Esculturas Monumentais, 60 hectares na estância hidromineral de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus.
As imagens espetaculares, propositalmente rústicas, representam santos e figuras populares do Nordeste. A primeira delas foi esculpida por 14 homens, em 1978. Assim, ainda por sete anos, os escultores mantiveram-se ocupados. Mas o parque está carecendo de cuidados. E quem alardeia sua existência é a Sociedade Teatral de Fazenda Nova, que encena a Paixão de Cristo.
Brejo da Madre de Deus, cidade que abriga igreja barroca datada de 1792, alinhava sua vocação para o turismo religioso com o Pólo de Confecções do Agreste de Pernambuco. As mulheres pilotam suas máquinas de costura, fazendo roupas e bolsas. A vocação despontou em 1990, para subsistir ao fechamento da montadora Bandeirantes dos famosos Toyotas.
No decorrer do tempo, as costureiras passaram a ser atendidas pela prefeitura, Senai e Sesi. Já abriram mercado nas vizinhas cidades de Santa Cruz, Turitama e em Caruaru, a Meca da moda do Agreste de Pernambuco, com sua Rodada de Negócios dedicada à confecção.

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